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A menina com deficiência e a puberdade, como é isso?

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A MENINA COM DEFICIÊNCIA E A PUBERDADE, COMO É ISSO?

Vamos continuar falando sobre a mulher com deficiência? Hoje eu quero ir lá pro inicio, quando a menina começa a se tornar mulher, a famosa puberdade. O que é puberdade?


A menina com deficiência e a puberdade, como é isso?

A puberdade é uma fase em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas no ser humano. É aqui que o corpo desenvolve-se física e mentalmente tornando-se maduro. O adolescente agora é capaz de gerar filhos. 

Neste período, é possível observar algumas mudanças como: crescimento de pelos, crescimento dos testículos e aparecimento dos seios, aumento do quadril nas meninas e tórax nos rapazes. Para as mulheres, é o início da menstruação, uns dos pontos que eu quero conversar hoje. 

Os hormônios sexuais nessa etapa, transformam-se em um tempo muito curto a forma externa e interna do corpo, transformam a menina em mulher e o menino em um homem. O jovem com alguma deficiência ou não, tem que ser levado a sério, pois aqui tudo é muito intenso e novo.

É a época do idealismo e da luta heroica para mudar o mundo e a nós mesmos. O dilema central da primeira fase da adolescência é a separação interna e externa do mundo da criança do mundo adulto. Não é muito diferente com a pessoa com deficiência, sendo marcada por mudanças nas dimensões bio, psico, sócio e espirituais.

No entanto a sociedade lida de uma forma completamente diferente com a puberdade da pessoa com deficiência, infelizmente. Muitas vezes, ela é ignorada, as famílias simplesmente fingem que isso não acontece. Eu procurei textos que falassem sobre o assunto, queria algo falando se as famílias interrompem a menstruação das meninas com deficiência, como  faz? 

Como as meninas lidam com a mudança do corpo, os hormônios, as vontades, os desejos, com a ignorância da família em não enxergar toda essas mudanças. Mas não achei nada demais, têm mais textos falando sobre como lidar com a puberdade no adolescente com deficiência intercultural, o que eu não quero agora, pois é uma outra abordagem, que até podemos falar sobre, em outro post.


A MENINA COM DEFICIÊNCIA E A PUBERDADE, COMO É ISSO?

Então vou contar como foi para mim e peço para vocês contarem também, que ai fazemos um post com mais informações que podem orientar as famílias e a própria pessoa com deficiência. Bom, vamos lá!!! Fiquei mocinha com 14 anos, eu já achava que por algum motivo que eu não fosse ficar. 

Minhas amigas já tinham ficado e eu nada, eu já tinha noção da minha deficiência, paralisia cerebral, sabia que não tinha relação,  mas aquilo ficava na minha cabeça!!! Minha mãe falava para ter calma, que ela ia chegar!!! E chegou!!!

Era uma tarde, fui fazer xixi e lá estava ela!!! Foi uma festa, minha mãe veio com o absorvente, colocou naturalmente e foi contar para a família toda... Meu pai chegou em casa com um buquê de flores!!! Como eu já tinha 14 anos, tinha amigas que já tinham ficado, não era uma menina isolada, pelo contrário era super antenada, participava de tudo...

Para mim e para a minha família aquilo foi tranquilo, eu sabia bem o que aquilo significava e minha mãe falou comigo abertamente o que ela achava que faltava, queria até falar mais,  porém cortei o blá-blá-blá!!!

Vamos para questões práticas, eu preciso de ajuda para ir ao banheiro, logo também teria que me ajudar com o absorvente e assim é feito até hoje!!! Meus pais me ajudam, amigas também me ajudam, não tem muita frescura. Claro que as vezes é chato, acidentes acontecem, mas fazer o que?Sou mulher!!!!!

E é isso que eu acho que falta, as pessoas têm que agir naturalmente com a puberdade da menina com deficiência. A mulher precisa se conhecer, conhecer o seu corpo, se tocar, saber onde tem prazer, o que deseja. Tem que saber o significado da menstruação, o porquê que ela acontece. 

Se a família acha melhor interromper a menstruação, a menina tem que participar da decisão ou melhor a ultima palavra tem que ser dela, afinal o corpo, a vida é dela!!! Vamos respeitar o outro, respeitar a pessoa com deficiência, enxergar como uma mulher ou um homem! Chega de querer ser o porta voz do sujeito, fazer dele um objeto…

Gostaria imensamente que esse assunto não terminasse aqui, para isso preciso da ajuda de vocês! Compartilhe com a gente a sua experiência, a sua opinião.

Texto original da nossa parceira e colaboradora, Carolina Câmara do Blog: Um sonho a mais não faz mal. Essa postagem é exclusiva, não cometa crime de plágio!!! Cite a fonte e o link do blog pelo qual fez uso do artigo.
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