Existe Representatividade das Pessoas com Deficiência nas Mídias? - Território Deficiente Existe Representatividade das Pessoas com Deficiência nas Mídias? - Território Deficiente

Existe Representatividade das Pessoas com Deficiência nas Mídias?

Ao assistir a um filme, série ou até mesmo comercial de televisão, você consegue notar a representatividade das pessoas com deficiência? Provavelmente a sua resposta é não, isso porque quase não se fala em  pessoas com deficiência nas mídias.

A Representatividade das Pessoas com Deficiência nas Mídias!

Existe Representatividade das Pessoas com Deficiência nas Mídias?

Cerca de 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o que é um percentual significativo. Porém, a julgar pelo que se vê nos meios de comunicação, a sensação é que esta parcela da sociedade é esquecida. Nas poucas ocasiões em que pessoas com deficiência aparecem na mídia, falta naturalidade: ou são mostrados como coitados ou tenta-se criar uma narrativa para que sejam supervalorizados.

Para tentar lidar com a diversidade, algumas empresas tentam mostrar a deficiência de alguma maneira e, na maioria das vezes, os fatos apresentados não condizem com a realidade. O que se tem no fim é uma imagem distorcida.

Apesar disso ocorrer na maioria dos casos, não se pode generalizar. Existem mídias preocupadas em como será transmitida essa imagem e buscam se informar sobre o tema antes de fazer qualquer divulgação.

Entretanto, a realidade é que a maioria das mídias deseja transmitir ideias de pessoas perfeitas, que seguem um padrão imposto e a representatividade das pessoas com deficiência nem sempre não faz parte dela.

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Representatividade das pessoas com deficiência por pessoas que não possuem deficiência



A representatividade das pessoas com deficiência só pode acontecer se ela transmitir a realidade, mostrando que são pessoas comuns que enfrentam desafios e têm suas conquistas diárias, como qualquer outra pessoa. Não se trata de super-heróis, estamos tratando apenas de pessoas que querem conquistar o seu espaço mediante esforço e direitos garantidos; não por pena.

Isso fica evidente quando se assiste a um programa de televisão que aborda algum tipo de deficiência. Na maioria das vezes, o papel é representado por alguém que não tem deficiência, quando, na verdade, existem ótimos atores que vivenciam essa realidade e poderiam fazer aquela interpretação.

As imagens usadas em divulgações e campanhas publicitárias muitas vezes não são fidedignas. Quem posa para a foto normalmente não tem deficiência e isso pode ser notado quando existe o uso de equipamentos como cadeiras de rodas, muletas ou aparelhos auditivos. É nítido que o modelo não está confortável com aquela situação nem sabe como manusear tais acessórios.

O que se tenta fazer é abordar o tema da diversidade quando existe a exclusão. Não se pode usar a representatividade das pessoas com deficiência se elas não são chamadas para demonstrar uma realidade; isso deixa evidente o preconceito existente e a dificuldade que há para lidar com o assunto.

O correto seria abrir oportunidades para que todos possam mostrar como são, desmistificar a deficiência e mostrar suas capacidades. Pessoas que integram esse grupo podem transmitir uma mensagem de como conseguem executar tarefas, vivem uma situação de normalidade e, muitas vezes são consumidoras de uma determinada marca.

Existe Representatividade das Pessoas com Deficiência nas Mídias?

Os ganhos para as marcas ao trabalhar com a diversidade



Aos poucos, é possível ver uma pequena mudança na mídia, principalmente quando se trata de propagandas institucionais, afinal, essas representam não apenas um produto, mas a imagem da empresa.

A diversidade começou a ser abordada de diferentes formas e hoje já se discute sobre raças, preferencias sexuais e deficiência. Está se tornando mais evidente que a população é diversificada e que todos devem ser inseridos nesse novo contexto.

Quando as marcas mostram pessoas “fora do padrão”, conseguem se aproximar dos grupos que eram esquecidos e que muitas vezes tinham dificuldade para se aceitar. É nesse momento que se cria a sensação de pertencimento, que não estão sozinhos e que estão sendo vistos e lembrados.

Ao fazer isso, não se prega apenas a representatividade das pessoas com deficiência, as empresas estão buscando melhorar as suas marcas e agregar valor a elas. Aos poucos, é possível conscientizar a população, mesmo que com ações simples, ao trazer à tona a representatividade das pessoas com deficiência.

Com o tema em discussão, a sociedade passa ver com outros olhos a diversidade e o preconceito velado vai se desconstruindo. Por essa razão, é importante abrir cada vez mais espaço para a representatividade das pessoas com deficiência na mídia, para que se alcance, enfim, uma real e natural inclusão.

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Fonte: Talento Incluir
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2 comentários:

  1. Será que existe representatividade, o que vocês acham?

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  2. A meu ver a representatividade que realmente existe na mídia é do LGBT, porque de deficiente tá longe de se tornar realidade. Nunca vi um ator deficiente no Brasil

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